Quais os cuidados que um paciente diabético precisa ter com seus pés?

Toda pessoa que tem diabetes precisa ter um cuidado maior com os pés. O coordenador do serviço de ortopedia do Hospital Mater Dei, Fernando Lopes, explica que grande parte dos diabéticos de longa duração – aqueles pacientes que apresentam a doença há dez anos ou mais, e que geralmente fazem uso de insulina – têm uma lesão dos nervos periféricos denominada neuropatia diabética. Isso faz com que a sensibilidade dos pés seja reduzida e, como o paciente não sente dor, pode ferir-se com maior facilidade. “A pele do diabético também tende a ser mais ressecada, o que propicia o aparecimento de fissuras que podem facilitar a entrada de bactérias. Outro agravante é a deficiência circulatória que o diabético pode apresentar, o que prejudica o processo e cicatrização em caso de feridas”, explica o ortopedista.

Caso o diabético já tenha algum ferimento nos pés, é recomendado que ele seja avaliado por uma equipe multidisciplinar com profissionais das áreas de endocrinologia, clínica geral, ortopedia (profissional especializado em pé e tornozelo), angiologia ou cirurgia vascular, além de enfermeiros treinados para fazer curativos. O paciente também deve manter um controle rigoroso com esta equipe, que vai avaliar a situação da lesão e, caso a úlcera esteja infectada, além do atendimento ambulatorial, o paciente pode ser internado para tratamento intensivo.

O pé diabético é a principal causa de amputação de membros inferiores no mundo inteiro. Confira cuidados importantes que o diabético precisa ter com os pés:

– Faça uma boa higiene dos pés;

– Tenha cuidado ao cortar as unhas;

– Hidrate bem a pele;

– Observe sempre os pés ou, caso não seja possível, use um espelho ou peça alguém que os examine para verificar se há alguma lesão;

– Use meias brancas de algodão que, além de manterem os pés mais secos, também facilitam a percepção em caso de alguma secreção ou sangramento;

– Utilize calçado específico para diabético e evite sapatos apertados e pouco confortáveis;

– Controle sempre a glicemia para manter a doença sob controle, com acompanhamento regular junto ao clínico e ao endocrinologista.

Responsáveis:
Dr. Fernando Araujo Silva Lopes
Ortopedista e Traumatologista
CRM: 9.397

Dr. Roberto Zambelli
Ortopedista e Traumatologista
CRM: 39.118

Sinto muita dor nos pés. O que pode ser?

O desconforto, a dor, as calosidades e as deformidades nos pés são queixas muito frequentes. Uma combinação de fatores, como a predisposição anatômica de origem genética, associados aos calçados inadequados, aos hábitos de vida que promovam a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo, ou até mesmo os exageros e erros na atividade física, entre outros, podem causar estas queixas nos pés de intensidade e gravidade variável.

Uma das queixas mais comuns é o chamado “esporão”, que eventualmente se associa a alteração radiológica pela presença de uma proeminência óssea no calcâneo. Na verdade, esta dor no calcanhar, adequadamente denominada fasciíte plantar, decorre de fatores como a ausência do salto, o sobrepeso, sedentarismo e encurtamento muscular, e em alguns casos, de atividade física vigorosa e doenças inflamatórias crônicas.

Outra queixa frequente é o “joanete”, muito mais frequente nas mulheres, que ocorre principalmente por consequência do uso de calçados apertados, de salto alto e bico fino. Corretamente denominado hálux valgo, o joanete promove alteração estética inaceitável para a maioria dos pacientes. Os cuidados preventivos quanto aos calçados e os exercícios de alongamento podem aliviar os sintomas, embora o tratamento deverá ser cirúrgico nos casos mais severos.

Já as calosidades, tão comuns nos dedos menores e nas plantas dos pés, são quase sempre decorrentes de defeitos anatômicos e biomecânicos, associados ao uso de calçados inadequados. As calosidades devem ser corretamente avaliadas, já que o tratamento deverá corrigir as causas, evitando erros frequentes como as ressecções de lesões superficiais, que poderão agravar o quadro.

Portanto, as queixas de dor e deformidades nos pés podem frequentemente ser prevenidas ou amenizadas por medidas simples, mas é necessário a correta avaliação pelo especialista, buscando uma abordagem eficaz e definitiva.

Responsáveis:
Dr. Fernando Araújo Silva Lopes
Ortopedista e Traumatologista
CRM-MG: 9.397

Dr. Roberto Zambelli
Ortopedista e Traumatologista
CRM-MG: 39.118

Como usar mochila escolar adequadamente?

Na volta às aulas, é importante orientar crianças e adolescentes sobre o uso correto das mochilas. Carregar muito peso diariamente pode trazer danos à postura e causar, posteriormente, problemas ortopédicos. Algumas orientações são válidas para evitar esses danos.

  • O peso da mochila não deve ultrapassar 10% do peso da criança
  • Sempre usar as duas alças. Pendurar a mochila em apenas uma deve ser evitado
  • A borda superior da mochila deve estar no nível do ombro e a borda inferior deve estar apoiada na região lombar a dois centímetros da cintura
  • As suas alças devem estar ajustadas de forma que a mochila fique em contato total com a coluna da criança
  • Organizar a mochila de modo que todos os compartimentos sejam utilizados. Colocar os objetos mais pesados no centro, mais próximo as costas
  • Alças que prendem na frente ajudam a dar mais estabilidade
  • Levar apenas o material que será utilizado no dia, evitando peso desnecessário
  • Mochilas com rodinhas também devem respeitar o limite de peso do estudante
  • Ao agachar para carregar a mochila, sempre dobrar os joelhos, nunca inclinar-se dobrando as costas
  • Aprender exercícios para fortalecimento e alongamento dos músculos utilizados ao carregar uma mochila.

Responsáveis:
Dr. Francisco Carlos Salles Nogueira
Ortopedista e Traumatologista
CRM-MG: 19.942

Dr. Bernardo Luiz Fornaciari Ramos
Ortopedista e Traumatologista
CRM-MG: 42.543

Como escolher o calçado ideal?

Segundo o Coordenador da Ortopedia da Rede Mater Dei de Saúde, Fernando Lopes, os problemas ortopédicos podem ser causados pela má escolha dos calçados. Sapatos com salto alto e bico fino podem causar dores no ante pé, além de causar deformidades, joanetes, dedos em garra e calosidades dolorosas. Já aqueles que não possuem nenhum salto, como as rasteirinhas e os chinelos, são causadores de dores no calcanhar. Esses problemas são mais decorrentes entre os adultos e principalmente nas mulheres, que possuem uma tendência maior às deformidades nos pés.

Os problemas com os calçados não se restringem apenas às dores nos membros inferiores. Quando há o uso do sapato inadequado acompanhado de dores crônicas, alguns ligamentos podem se comprometer e dores no corpo podem se tonar comuns. “O uso contínuo dos sapatos de salto alto, por exemplo, podem causar encurtamento do músculo da panturrilha o que causa desconforto à mulher”, é o que garante o médico. As deformidades dos pés agravadas pelos calçados inadequados podem passar a serem deformidades rígidas, que, em alguns pacientes, irão requerer procedimentos cirúrgicos para a sua correção. Inflamações crônicas também podem precisar ser tratadas com cirurgias.

O ortopedista pondera, ainda, que, mesmo que os sapatos de salto altos não sejam indicados, é necessário que os calçados possuam uma pequena elevação sob o calcanhar e tenham a sola rígida para proteger o apoio dos pés, tal como nos sapatos masculinos. Essa indicação é reforçada para pacientes que já tenham mais de 40 anos, que permanecem muito tempo em pé e que estejam em quadro de sobrepeso. Os calçados baixos, sem saltos, propiciam o aparecimento da chamada fasceíte plantar, dor crônica muito frequente nas mulheres e conhecida como esporão. Essa tende a se tornar crônica com limitação dolorosa da função por meses ou anos.

Os sapatos ortopédicos, porém, devem ser prescritos por um ortopedista de acordo com Fernando Lopes. Isso, pois existem várias indicações específicas para cada problema. Usualmente são sempre necessários para os diabéticos crônicos. Da mesma forma, a existência de calosidades nos pés deve ser observada pelo médico para que ele possa fazer uma avaliação, uma vez que elas são consequências de outros problemas ortopédicos.

Responsável:
Dr. Fernando Araújo Silva Lopes
Ortopedista e traumatologista
CRM-MG: 9.397

Dr. Roberto Zambelli
Ortopedista e traumatologista
CRM-MG: 39.118

 

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